Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer (DA) é uma
doença neurológica irreversível que se desenvolve durante anos. Pode iniciar
com perda de memória e confusão mental, o que às vezes é confundido com
alterações de memória associadas ao próprio envelhecimento. No entanto, os
sintomas da DA evoluem gradualmente para alterações de comportamento e de
personalidade e também para um declínio nas habilidades cognitivas, tais como
tomada de decisões linguagem. Nas fases mais avançadas podem ocorrer também
problemas de reconhecimento de familiares e amigos. A doença de Alzheimer leva,
em última análise a uma perda grave da função mental, relacionada com a
degeneração das conexões entre os neurônios em determinadas áreas do cérebro.
DA é a causa mais comum de demência entre pessoas com 65 anos ou mais.
As três características principais do
cérebro associadas com os processos da doença são:
· Formação de placas amiloidóticas, que são constituídas por fragmentos de
uma proteína chamada peptídeo beta-amilóide misturado com uma coleção de
proteínas adicionais, restos de neurônios, e pedaços de emaranhados células
nervosas.
· Emaranhados neurofibrilares, encontrados dentro dos neurônios: coleções
anormais de uma proteína chamada tau (Tau normal é necessária para neurônios
saudáveis). Como resultado, os neurônios não funcionam normalmente e,
eventualmente, morrem.
· Perda das ligações entre os neurônios responsáveis pela memória e
aprendizagem. Neurônios não podem sobreviver quando perdem suas conexões com
outros neurônios.
Como os neurônios
morrem por todo o cérebro, as regiões afetadas começam a se atrofiar ou
encolher. Na fase final da DA, o dano é difundido e o tecido cerebral reduzido
de forma significativa.
Atualmente, não existem medicamentos
que podem retardar a progressão da doença de Alzheimer. No entanto, há quatro
medicamentos aprovados pela ANVISA utilizados para tratar os sintomas da doença.
Estes medicamentos ajudam os
indivíduos a realizar as atividades da vida diária, mantendo o pensamento,
memória e capacidade de falar. Eles também podem ajudar em algumas das
mudanças comportamentais e de personalidade associados a DA.
Porém, eles não vão interromper
ou reverter a DA, mas podem ajudar as pessoas durante alguns meses ou
anos.
Donepezila, rivastigmina e
galantamina são prescritos para tratar de DA leve a moderada. Donepezila foi
recentemente aprovada pelo FDA para tratar a DA grave também. A memantina é
prescrita para tratar sintomas moderados a graves do DA.
Mais de 90 por cento dos casos de DA
se desenvolve em pessoas com idade superior a 65 anos. Esta forma de DA é
chamada de "tardia". Em poucas famílias, as pessoas
desenvolvem Alzheimer aos 30, 40 e 50 anos. Isto é conhecido como "início precoce" da DA. Essas
pessoas têm uma mutação em um dos três diferentes genes herdados que um início
precoce da doença.
O curso da doença varia de pessoa
para pessoa, assim como a taxa de declínio. Na maioria das pessoas, os
primeiros sintomas aparecem após os 65 de idade. As causas da DA de início
tardio ainda não são entendidas. Provavelmente incluem fatores genéticos,
ambientais e estilo de vida.
Apesar do risco da doença aumentar com a idade
seus sintomas não fazem parte do envelhecimento normal.
Existem também algumas formas de
demência que não estão relacionados com as doenças cerebrais, mas são causadas
por anormalidades sistêmicas, tais como síndrome metabólica, em que a
combinação de pressão arterial elevada, colesterol alto, diabetes e provoca
confusão e perda de memória.
Os estudos atuais estão investigando
como o desenvolvimento de placas de amilóide beta causam dano aos neurônios, e
como anormalidades em proteínas tau criam os emaranhados neurofibrilares
característicos da DA. Pesquisa-se também o impacto de fatores de risco
associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Mais importante, o
Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos apoia muitos estudos que
desenvolvem e testam novas terapias, o que pode amenizar os sintomas da doença
de Alzheimer e, potencialmente, levar à cura.

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