INSÔNIA







Insônia é caracterizada por dificuldade em iniciar e/ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador durante pelo menos um mês causando prejuízo significativo em áreas importantes da vida do indivíduo.
Abaixo dicas para se ter uma boa noite de sono e tentar combater a insônia;






DICAS DE BOA HIGIENE DO SONO:
• Desenvolva hábitos de sono regulares, o que significa manter um sono regular e um horário para dormir e acordar, tanto quanto necessário, para se sentir revigorado no dia seguinte. Mas evite gastar mais tempo na cama do que o necessário.

• Evite ficar na cama de manhã para “pegar no sono”.

• Evite cochilos durante o dia, se uma soneca for necessária, o ideal é que seja curta (menos de 1 hora) e evite cochilos após as três horas da tarde.

• Mantenha um horário regular; horários regulares para as refeições, medicamentos, tarefas e outras atividades diárias ajudam a manter o relógio biológico interno em funcionamento.

• Não leia, escreva, coma, assista TV, fale ao telefone, ou jogue cartas na cama. Não preocupe-se na cama.

• Evite cafeína depois do almoço (chá, café, refrigerantes, chocolates, etc); evite o álcool cerca de 6 horas antes de se deitar, evite  nicotina (fumar) antes de dormir.

• Não vá para a cama com fome, mas não coma uma grande refeição perto de deitar.

• Diminua a suas atividades a noite e relaxe antes de dormir (comece pelo menos 30 minutos antes de dormir ). Um lanche leve pode ser útil.

·         Crie um ritual de deitar; como se preparar para dormir, usar roupas leves à noite, ouvir música relaxante, ou ler um jornal, revista ou livro.

• Evite assistir TV no quarto ou dormir no sofá e depois ir para a cama mais tarde.

 •Evite atividades estimulantes antes de deitar (ex. exercícios vigorosos, discutir ou rever as finanças ou discutir assuntos estressantes com um cônjuge ou companheiro).

• Mantenha o quarto escuro, silencioso, e em uma temperatura confortável.

• Exercite-se regularmente pelo menos 20 minutos diários, de preferência 4-5 horas antes da sua hora de dormir.

 • Não force para dormir, se você não conseguir adormecer dentro de 30 minutos, levante-se e faza algo relaxante até o sono  surgir (por exemplo, ler um livro em um quarto mal iluminado, assistir a um programa de TV não estimulante);evite consultar o relógio ou se preocupar com as conseqüências percebidas de não ter o sono suficiente.

• Evite forçar-se para dormir.

• Não fume, especialmente à noite.

• Não vá para a cama com as suas preocupações; tentar resolvê-las antes de ir para a cama.
Terapia de Relaxamento
Terapia de relaxamento envolve medidas como a meditação e relaxamento muscular ou escurecer as luzes e tocar música suave antes de ir para a cama.

• Vá para a cama quando sentir sono.

• Defina o despertador para acordar a uma certa hora todas as manhãs, mesmo nos fins de semana. Não durma demais.
• Evite refeições grandes e fluidos excessivos antes de dormir


Se as dificuldades persistirem, consulte seu neurologista
Palavras chave: sono; relaxamento, noite, insonia, neurologia, neurologista
Postado por Paulo Christo

Demência



            Demência é a perda progressiva da capacidade mental em que a memória, a reflexão, o juízo, a concentração e a capacidade de aprendizagem estão diminuídos, comprometendo a personalidade.
A demência não é uma doença específica. É um termo descritivo para um conjunto de sintomas que podem ser causados por várias doenças que afetam o cérebro. Pessoas com demência têm o funcionamento intelectual prejudicado, o que interfere nas suas atividades diárias e nos seus relacionamentos. Elas também perdem a sua capacidade de resolver problemas e de manter o controle emocional e podem sofrer alterações de personalidade e de comportamento, tais como agitação, delírio e alucinações.
A demência pode aparecer subitamente em pessoas jovens nas quais uma lesão grave, uma doença ou certas substâncias tóxicas (como o monóxido de carbono) leva à destruição das células cerebrais. No entanto, a demência desenvolve-se habitualmente de forma lenta e afeta as pessoas com mais de 60 anos.
A demência, embora seja mais comum nos idosos não faz parte do processo normal de envelhecimento. À medida que a pessoa envelhece, as alterações no cérebro causam certa perda de memória, especialmente para fatos recentes e um declínio na capacidade de aprendizagem. Estas alterações não afetam as funções normais. A falta de memória nas pessoas mais velhas denomina-se perda de memória senil benigna e não é necessariamente um sinal de demência ou um sintoma precoce da doença de Alzheimer. A demência é uma deterioração muito mais grave da capacidade mental e piora com o tempo. Enquanto as pessoas que envelhecem normalmente podem chegar a esquecer de detalhes, as pessoas que sofrem de demência esquecem por completo dos acontecimentos recentes.
Os médicos podem diagnosticar a demência se duas ou mais funções do cérebro como a memória e habilidade lingüística são significativamente prejudicadas, sem alteração do nível de consciência (sonolência, torpor, coma).
As doenças que podem causar sintomas de demência são: a doença de Alzheimer, demência vascular, demência com corpos de Lewy, demência fronto-temporal, doença de Huntington, e a doença priônica de Creutzfeldt-Jakob. Existem outras condições que podem causar sintomas de demência como reações a medicamentos, problemas metabólicos, anormalidades endócrinas, deficiências nutricionais, infecções, envenenamento, tumores cerebrais, anóxia ou hipóxia (condições de baixa oferta de oxigênio para o cérebro), e problemas de coração e pulmão.
Medicamentos para tratar especificamente a doença de Alzheimer e outras demências estão disponíveis. Embora estas drogas não impeçam a progressão da doença ou revertam os danos cerebrais existentes, elas podem aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença. Isso pode melhorar a qualidade de vida do indivíduo, reduzir o fardo sobre os cuidadores e retardar a admissão a um lar de idosos.
Estudos estão sendo feitos para avaliar se essas drogas podem ser úteis para o tratamento de outros tipos de demência. Muitas pessoas com demência, especialmente aqueles nos estágios iniciais, podem se beneficiar de práticas destinadas a melhorar o desempenho em aspectos específicos do funcionamento cognitivo. Por exemplo, as pessoas às vezes podem ser ensinadas a usar agendas, regras mnemônicas, dispositivos computadorizados de agenda ou anotações.
Se houver dúvidas quanto às queixas de familiares procure um neurologista

Palavras-chaves; demência, Alzheimer, perda de memória, neurologia.
Postado por Paulo Christo

Dor de cabeça




Dor de cabeça é chamada pelos médicos de cefaleia. As cefaleias podem ser classificadas em primárias e secundárias. As cefaleias primárias, são as que ocorrem sem
causa demonstrável pelos exames clínicos ou laboratoriais usuais. O principal exemplo é a enxaqueca, a cefaléia tipo tensão, a cefaléia em salvas e outras. Nestes casos, desordens neuroquímicas, encefálicas têm sido demonstradas, envolvendo desequilíbrio de neurotransmissores. No caso da enxaqueca poderia ser herdada e associada a esta susceptibilidade endógena, atuariam fatores ambientais. Já nas cefaleias secundárias, o sintoma dor de cabeça é devido a alguma outra doença. São provocadas por doenças demonstráveis pelos exames clínicos ou laboratoriais. Nestes casos, a dor seria conseqüência de uma agressão ao organismo. Como exemplo temos as cefaléias associadas às infecções sistêmicas, disfunções endócrinas, intoxicações, acidentes vasculares cerebrais, meningites, encefalites ou a lesões expansivas do cérebro como tumores.

 Existem quatro principais mecanismos básicos que levam à dor de cabeça: vascular, contração muscular (tensão), tração, e inflamação. O tipo mais comum de cefaleia vascular é a enxaqueca.


Enxaquecas são normalmente caracterizadas por dor em um ou em ambos os lados da cabeça, náuseas e, frequentemente fotofobia. As mulheres têm mais enxaqueca que os homens. A dor de cabeça da enxaqueca pode durar um dia ou mais e pode ocorrer várias vezes por semana ou raramente uma vez ao ano. Quando a dor de cabeça ocorre três ou mais vezes por mês, o tratamento preventivo é geralmente recomendado. Terapia medicamentosa, treinamento de biofeedback, redução do estresse e eliminação de certos alimentos da dieta são os métodos mais comuns de prevenção e controle da enxaqueca e de outras dores de cabeça vasculares. O exercício físico regular, como natação ou caminhada, também pode reduzir a frequência e a gravidade das enxaquecas. A terapia medicamentosa para a enxaqueca é frequentemente combinada com biofeedback e treinamento de relaxamento. Uma das drogas mais comumente usada para o alívio dos sintomas da enxaqueca é sumatriptano. As drogas utilizadas para prevenir a enxaqueca incluem propranolol, amitriptilina, ácido valpróico,  verapamil, anticonvulsivantes, antidepressivos dentre outras.
            O segundo tipo mais comum de cefaleia vascular é a tóxica devido à febre. Outros tipos de cefaleia vascular incluem cefaleia em salvas (episódios repetidos de dor intensa) e dor de cabeça resultante de uma pressão arterial elevada.
Dor de cabeça por contração muscular causa aperto ou enrijecimento dos músculos faciais e do pescoço.
Dor de cabeça de tração e inflamação são sintomas de outras doenças, que variam desde uma sinusite a um AVC.
Como em outros tipos de dor, a dor de cabeça pode ser um sinal de aviso de doenças mais graves. Isto é particularmente verdadeiro para dor de cabeça provocada por inflamação, incluindo as relacionadas à meningite, bem como aquelas resultantes de sinusite aguda, alterações da coluna, pescoço, orelhas e dentes.
Nem toda dor de cabeça requer atenção médica. Porém, alguns tipos de cefaleia são sinais de transtornos mais graves e requerem cuidados médicos imediatos. Estes incluem: dor de cabeça súbita e intensa; ou dor de cabeça súbita associada a rigidez de nuca; dor de cabeça associada à febre, convulsões ou acompanhada de confusão mental ou perda de consciência; dor de cabeça na sequencia de um trauma craniano, ou associada à dor nos olhos ou ouvidos; dor de cabeça persistente em uma pessoa que antes não sentia dor e dor de cabeça recorrente em crianças.

Postado por Paulo Christo

ENXAQUECA


Vamos falar um pouco sobre a enxaqueca:



A dor de uma enxaqueca é frequentemente descrita como uma dor pulsátil intensa ou latejante em uma área da cabeça. O diagnóstico da enxaqueca se faz através das características da dor e do número de crises de dor (pelo menos 5, durando de 4-72 horas, se não tratado), e de sintomas adicionais, incluindo náuseas e / ou vômitos, ou hipersensibilidade à luz e/ou barulho. 
 A enxaqueca é três vezes mais comum em mulheres que em homens e afeta mais de 10 por cento das pessoas em todo o mundo. Cerca de um terço dos indivíduos afetados pode prever o início de uma enxaqueca, pelo início da “aura” que correspondem acertas alterações neurológicas como as visuais que aparecem como luzes piscando, linhas em zig-zag ou perda temporária da visão.
 Pessoas com enxaqueca tendem a ter crises recorrentes que podem ser desencadeadas por uma série de fatores diferentes, incluindo ansiedade, estresse, alterações hormonais, luzes brilhantes e/ou piscando, jejum ou privação de sono, e uso de alguns alimentos. Em algumas mulheres a enxaqueca em pode estar relacionada a alterações nos níveis hormonais durante o ciclo menstrual.
Por muitos anos, os pesquisadores acreditavam que a enxaqueca estava ligada à dilatação e constrição dos vasos sanguíneos na cabeça. No entanto, os pesquisadores acreditam agora que a enxaqueca tem uma causa genética. A enxaqueca é o resultado de anormalidades neurológicas no trabalho no cérebro causadas por mutações genéticas .
Não há cura absoluta para a enxaqueca já que sua fisiopatologia ainda não foi totalmente compreendida. Há duas maneiras tratar a enxaqueca com medicamentos: prevenir os ataques e aliviar os sintomas durante as crises. A prevenção envolve a utilização de medicamentos e mudanças de comportamento. Fármacos originalmente desenvolvidos para a epilepsia, depressão e hipertensão arterial têm-se mostrado extremamente eficazes no tratamento da enxaqueca evitando ataques futuros. A toxina botulínica tipo A também tem se mostrado eficaz na prevenção da enxaqueca crônica e pode ser uma opção a mais no manejo dos pacientes. Em termos de comportamento, as estratégias de manejo do stress, tais como exercícios, técnicas de relaxamento, mecanismos de biofeedback e outras terapias destinadas a limitar desconforto diário, podem reduzir o número e a gravidade dos ataques de enxaqueca.
 Fazer um registro de fatores desencadeantes individuais de enxaqueca também pode fornecer informações úteis para tentar evitar as crises. Mudanças de estilo de vida, incluindo modificações dietéticas, hidratação adequada, interrupção de certos medicamentos e estabelecimento de um horário de sono regular também são importantes. A terapia hormonal pode ajudar algumas mulheres cujas enxaquecas parecem estar ligadas ao seu ciclo menstrual. Um programa de perda de peso é recomendado para indivíduos obesos com enxaqueca. Tratamentos agudos, ou seja,  durante as crises de dor consistem no uso de analgésicos comuns, antiinflamatórios ou medicamentos mais específicos como sumatriptano e drogas ergotaminérgicas. Quanto mais cedo esses tratamentos são administrados, mais eficazes eles serão.
A prevenção da enxaqueca é muito importante. As evidências mostram uma sensibilidade aumentada após cada ataque sucessivo que pode acabar levando a enxaqueca crônica diária em alguns indivíduos. Uma boa combinação de medicamentos para prevenção e tratamento de crises de enxaqueca pode, na maioria dos pacientes, superar o desconforto deste transtorno neurológico. Mulheres cujos ataques ocorrem em associação ao seu ciclo menstrual são susceptíveis a ter ataques e sintomas mais leves após a menopausa.
Novos modelos estão ajudando cientistas no estudo da ciência básica envolvida nos mecanismos da enxaqueca. Compreender as causas da enxaqueca vai propiciar aos pesquisadores a oportunidade de desenvolver e testar medicamentos que poderiam ser mais orientados a prevenir ou interromper ataques. 
Não deixe de procurar seu neurologista para melhor orientação e condução da enxaqueca.

Postado por Paulo Christo

Doença de Alzheimer





A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurológica irreversível que se desenvolve durante anos. Pode iniciar com perda de memória e confusão mental, o que às vezes é confundido com alterações de memória associadas ao próprio envelhecimento. No entanto, os sintomas da DA evoluem gradualmente para alterações de comportamento e de personalidade e também para um declínio nas habilidades cognitivas, tais como tomada de decisões linguagem. Nas fases mais avançadas podem ocorrer também problemas de reconhecimento de familiares e amigos. A doença de Alzheimer leva, em última análise a uma perda grave da função mental, relacionada com a degeneração das conexões entre os neurônios em determinadas áreas do cérebro. DA é a causa mais comum de demência entre pessoas com 65 anos ou mais.
As três características principais do cérebro associadas com os processos da doença são:
·         Formação de placas amiloidóticas, que são constituídas por fragmentos de uma proteína chamada peptídeo beta-amilóide misturado com uma coleção de proteínas adicionais, restos de neurônios, e pedaços de emaranhados células nervosas.
·         Emaranhados neurofibrilares, encontrados dentro dos neurônios: coleções anormais de uma proteína chamada tau (Tau normal é necessária para neurônios saudáveis). Como resultado, os neurônios não funcionam normalmente e, eventualmente, morrem.
·         Perda das ligações entre os neurônios responsáveis pela memória e aprendizagem. Neurônios não podem sobreviver quando perdem suas conexões com outros neurônios.
Como os neurônios morrem por todo o cérebro, as regiões afetadas começam a se atrofiar ou encolher. Na fase final da DA, o dano é difundido e o tecido cerebral reduzido de forma significativa.

Atualmente, não existem medicamentos que podem retardar a progressão da doença de Alzheimer. No entanto, há quatro medicamentos aprovados pela ANVISA utilizados para tratar os sintomas da doença.
Estes medicamentos ajudam os indivíduos a realizar as atividades da vida diária, mantendo o pensamento, memória e capacidade de falar. Eles também podem ajudar em algumas das mudanças comportamentais e de personalidade associados a DA.
 Porém, eles não vão interromper ou reverter a DA, mas podem ajudar as pessoas durante alguns meses ou anos.
Donepezila, rivastigmina e galantamina são prescritos para tratar de DA leve a moderada. Donepezila foi recentemente aprovada pelo FDA para tratar a DA grave também. A memantina é prescrita para tratar sintomas moderados a graves do DA.

Mais de 90 por cento dos casos de DA se desenvolve em pessoas com idade superior a 65 anos. Esta forma de DA é chamada de "tardia".  Em poucas famílias, as pessoas desenvolvem Alzheimer aos 30, 40 e 50 anos. Isto é conhecido como  "início precoce" da DA. Essas pessoas têm uma mutação em um dos três diferentes genes herdados que um início precoce da doença.
O curso da doença varia de pessoa para pessoa, assim como a taxa de declínio. Na maioria das pessoas, os primeiros sintomas aparecem após os 65 de idade. As causas da DA de início tardio ainda não são entendidas. Provavelmente incluem fatores genéticos, ambientais e estilo de vida.
 Apesar do risco da doença aumentar com a idade seus sintomas não fazem parte do envelhecimento normal.
Existem também algumas formas de demência que não estão relacionados com as doenças cerebrais, mas são causadas por anormalidades sistêmicas, tais como síndrome metabólica, em que a combinação de pressão arterial elevada, colesterol alto, diabetes e provoca confusão e perda de memória.
Os estudos atuais estão investigando como o desenvolvimento de placas de amilóide beta causam dano aos neurônios, e como anormalidades em proteínas tau criam os emaranhados neurofibrilares característicos da DA. Pesquisa-se também o impacto de fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Mais importante, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos apoia muitos estudos que desenvolvem e testam novas terapias, o que pode amenizar os sintomas da doença de Alzheimer e, potencialmente, levar à cura.


Canal Minas Saúde





Doença de Alzheimer não tem cura, mas paciente pode ter qualidade de vida






Mal atinge entre 5% a 10% da população idosa no Brasil que tem algum tipo de demência.
por Wander Veroni
Compartilhar informações a respeito do tratamento e as consequências que a Doença de Alzheimer pode trazer ao paciente, ao cuidador e a família. Este foi o objetivo da palestra promovida na última sexta-feira (21) sobre o assunto, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em Belo Horizonte, com os médicos neurologistas Dr. Paulo Caramelli e Dr. Paulo Pereira Christo, em função do Dia Mundial do Alzheimer, comemorado naquela data.
De acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 35 milhões de pessoas no mundo todo que sofrem do Mal de Alzheimer, doença degenerativa causada pela morte progressiva e irreversível das células do cérebro e que não tem cura. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) a doença afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros.
Logo no início, o Dr. Caramelli explicou de modo detalhado o que é o Alzheimer. Conhecida por ser uma doença que não tem cura, o mal é a forma mais comum de demência neurodegenerativa, sendo que existem aproximadamente 100 doenças que podem causar algum tipo de demência – como o hipotireoidismo, tumores, doenças vasculares e cerebrais, por exemplo.  No encontro, os especialistas lembraram que, apesar da doença possuir fatores hereditários, a prática de hábitos saudáveis contribui para uma melhor saúde neurológica.
De acordo com o especialista, entre 5% a 10% da população idosa no Brasil que tem algum tipo de demência. "O Alzhemeir é a principal causa de aparecimento de demência e perda de declínio cognitivo. Geralmente, o paciente fica com alteração comportamental, abstração, esquecimento e dificuldade para lembrar de dados recentes, como o dia da semana ou uma informação repassada a ele naquele momento. O paciente, em um determinado nível da doença, fica muito dependente do cuidador, por isso é tão importante oferecer mecanismos para que ele possa ter qualidade de vida", diz o médico.
No caso específico do Alzheimer, o paciente tem a memória e a linguagem comprometidas, além de falta de orientação espacial e perda das funções cognitivas, o que atrapalha o convívio social e ocasiona perda de autonomia. Para o Dr. Paulo Christo a questão do acolhimento e do afeto é fundamental para a qualidade de vida do paciente de Alzheimer. "Muitas vezes, em um momento de agressividade, medo, apatia ou ansiedade, o cuidador do paciente de Alzheimer pode ajudar de forma acolhedora com carinho, através de um toque ou até mesmo segurar nas mãos. O carinho pode funcionar muito melhor do que um remédio, dependendo de cada caso".
Ainda, o Dr. Paulo Christo falou também sobre o tratamento e a medicação usada na Doença de Alzheimer. "Há em todo mundo várias pesquisas sobre medicamentos que serão usados para o tratamento de Alzheimer. No entanto, é importante lembrar que cada paciente responde ao medicamento de forma diferente, principalmente no que diz respeito aos efeitos colaterais como problemas intestinais e vasculares, por exemplo. Por isso é tão importante que a equipe médica e o cuidador tenham a disponibilidade de estudar cada paciente e ver qual a melhor resposta que ele vai dar ao tratamento proposto", comenta o especialista. Antes de encerrar o encontro, os neurologistas abriram espaços para perguntas dos presentes e se colocaram a disposição para quaisquer tipo de esclarecimento sobre o tratamento do Alzheimer.

Fotos: Wander Veroni.