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Doença de Alzheimer não tem cura, mas paciente pode ter qualidade de vida






Mal atinge entre 5% a 10% da população idosa no Brasil que tem algum tipo de demência.
por Wander Veroni
Compartilhar informações a respeito do tratamento e as consequências que a Doença de Alzheimer pode trazer ao paciente, ao cuidador e a família. Este foi o objetivo da palestra promovida na última sexta-feira (21) sobre o assunto, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em Belo Horizonte, com os médicos neurologistas Dr. Paulo Caramelli e Dr. Paulo Pereira Christo, em função do Dia Mundial do Alzheimer, comemorado naquela data.
De acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 35 milhões de pessoas no mundo todo que sofrem do Mal de Alzheimer, doença degenerativa causada pela morte progressiva e irreversível das células do cérebro e que não tem cura. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) a doença afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros.
Logo no início, o Dr. Caramelli explicou de modo detalhado o que é o Alzheimer. Conhecida por ser uma doença que não tem cura, o mal é a forma mais comum de demência neurodegenerativa, sendo que existem aproximadamente 100 doenças que podem causar algum tipo de demência – como o hipotireoidismo, tumores, doenças vasculares e cerebrais, por exemplo.  No encontro, os especialistas lembraram que, apesar da doença possuir fatores hereditários, a prática de hábitos saudáveis contribui para uma melhor saúde neurológica.
De acordo com o especialista, entre 5% a 10% da população idosa no Brasil que tem algum tipo de demência. "O Alzhemeir é a principal causa de aparecimento de demência e perda de declínio cognitivo. Geralmente, o paciente fica com alteração comportamental, abstração, esquecimento e dificuldade para lembrar de dados recentes, como o dia da semana ou uma informação repassada a ele naquele momento. O paciente, em um determinado nível da doença, fica muito dependente do cuidador, por isso é tão importante oferecer mecanismos para que ele possa ter qualidade de vida", diz o médico.
No caso específico do Alzheimer, o paciente tem a memória e a linguagem comprometidas, além de falta de orientação espacial e perda das funções cognitivas, o que atrapalha o convívio social e ocasiona perda de autonomia. Para o Dr. Paulo Christo a questão do acolhimento e do afeto é fundamental para a qualidade de vida do paciente de Alzheimer. "Muitas vezes, em um momento de agressividade, medo, apatia ou ansiedade, o cuidador do paciente de Alzheimer pode ajudar de forma acolhedora com carinho, através de um toque ou até mesmo segurar nas mãos. O carinho pode funcionar muito melhor do que um remédio, dependendo de cada caso".
Ainda, o Dr. Paulo Christo falou também sobre o tratamento e a medicação usada na Doença de Alzheimer. "Há em todo mundo várias pesquisas sobre medicamentos que serão usados para o tratamento de Alzheimer. No entanto, é importante lembrar que cada paciente responde ao medicamento de forma diferente, principalmente no que diz respeito aos efeitos colaterais como problemas intestinais e vasculares, por exemplo. Por isso é tão importante que a equipe médica e o cuidador tenham a disponibilidade de estudar cada paciente e ver qual a melhor resposta que ele vai dar ao tratamento proposto", comenta o especialista. Antes de encerrar o encontro, os neurologistas abriram espaços para perguntas dos presentes e se colocaram a disposição para quaisquer tipo de esclarecimento sobre o tratamento do Alzheimer.

Fotos: Wander Veroni.

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